Escolas de Samba no Brasil
As escolas de samba nasceram entre as décadas de 20 e 30
e formaram-se com base nos Ranchos Carnavalescos, mas logo tomaram identidades
próprias. As escolas de samba eram primitivas e rígidas e, ao longo do tempo,
tornaram-se flexíveis, dando oportunidades para jovens e crianças.
A escola de samba tem a tranquilidade de ter entidades
que as representam; nesse caso é preciso ter seus estatutos sociais registrados
em cartório, possuir uma sede administrativa, quadra para ensaios, uma
diretoria constituída, licença de funcionamento na polícia e ser filiada a uma
dessas entidades representantes.
As escolas trabalham o ano inteiro para serem julgadas em
uma única apresentação. Cerca de cinco mil desfilantes ensaiam nas quadras,
sendo eles sambistas, passistas, mestre-sala, porta-bandeira, destaques, alas e
também os participantes da orquestra e da bateria. Chegado o grande dia, tudo
deve estar em perfeita ordem e harmonia. A apresentação segue a sequência a
seguir:
• A comissão de frente cria uma certa expectativa no
público por sua coreografia diferenciada e também em relação ao enredo da
agremiação. É formada por, no máximo, quinze pessoas, podendo ser homens,
mulheres e crianças;
• O carro abre-alas é onde tudo começa. É nele que a escola
expõe seu símbolo destaque;
• As alas são grupos de mesma fantasia que ficam entre as
alegorias. Nelas está o sambista que, até cruzar o fim da avenida, esbalda-se, podendo
perder até dois quilos;
• As alegorias e adereços são partes importantes no
desfile. Os carros alegóricos contam a maior parte do enredo. Nos chamados
queijos ficam os destaques principais da agremiação;
• Os destaques desfilam isoladamente no chão ou nos
carros alegóricos. Usam fantasias representando personagens do enredo;
• A ala das crianças é opcional e é formada, em média,
por duzentas delas;
• O mestre-sala e a porta-bandeira levam o estandarte da
escola usando fantasias luxuosas que podem pesar até quarenta quilos;
• A bateria, com cerca de 350 integrantes, é alinhada por
instrumentos guiados pelo mestre. Os instrumentos usados são: tamborim,
pandeiro, chocalho, reco-reco, tarol, agogô, cuíca, repinique, caixa de guerra
e surdos de primeira, segunda e terceira marcação;
• Algumas escolas têm rainhas, princesas e madrinhas de
bateria, que são mulheres bonitas escolhidas no meio artístico ou por concursos
na comunidade;
• O intérprete oficial é responsável por cantar em média
65 vezes o samba-enredo durante o desfile. É acompanhado por cantores de apoio,
mas ele é quem determina o andamento do samba;
• Os passistas são responsáveis por preencher os espaços
deixados pelos bateristas. Sambam com muito charme e sensualidade;
• A ala das baianas é composta por senhoras, sendo
algumas bem idosas que, apaixonadas por sua escola, sustentam o peso de,
aproximadamente, quinze quilos em suas fantasias;
• A ala dos compositores é formada pelos poetas da escola
que compõem os sambas até que um seja escolhido como oficial.
• A velha guarda encerra o espetáculo e é composta por
integrantes que participaram da fundação da escola.
Durante a apresentação das escolas, os juízes julgam:
• A bateria, que deve estar perfeitamente entrosada;
• O samba-enredo, que deve ter a letra adequada ao enredo
e melodia-samba;
• Os cantores e o intérprete, que devem estar em
harmonia;
• As alas e destaques, que também devem permanecer
coesos;
• O enredo, que deve estar claro durante a apresentação;
• O conjunto do desfile, que deve estar uniforme e
harmonioso;
• As alegorias e adereços, que devem ser criativos e bem
feitos;
• As fantasias, que devem estar adequadas ao enredo;
• A comissão de frente, que deve saudar o público e
apresentar o enredo coordenamente;
• O mestre-sala e porta-bandeira, que devem estar em
perfeito entrosamento e no ritmo do samba.
Algumas Escolas são: Beija-flor de Nilópolis,
Unidos da Tijuca, Mangueira, Viradouro, Imperatriz Leopoldinense, Salgueiro,
Portela, Mocidade Independente, Império Serrano, Grande Rio, Unidos do Porto da
Pedra, Tradição, Caprichosos de Pilares, Unidos de Vila Isabel, Acadêmicos da
Rocinha, São Clemente, Santa Cruz e Estácio de Sá.
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